Infelizmente maus tratos contra animais não são novidade, embora ultimamente tenha se dado mais atenção ao problema. De todas as notícias horríveis que têm surgido e é uma pior que a outra, esse caso da enfermeira que matou o yorkshire foi a que mais me impressionou - e eu nem vi o vídeo. Na verdade fiquei tão impressionada, apenas com a descrição do que ela fez com o animal, que não consigo tirar direito o assunto da cabeça. E isso tá me colocando doida de tanta indignação.
Ninguém é obrigado a gostar de animais, mas também ninguém é obrigado a tê-los. Se não gosta, não tenha; simples até demais. Não sei se essa mulher não gosta, se sofre de algum distúrbio ou sei lá; sei que o que ela fez não tem absolutamente nenhuma justificativa ou perdão. Agredir um ser indefeso, seja ele um animal de estimação, uma criança ou um idoso, está além da minha compreensão e eu estou longe de ser um ser humano evoluído o suficiente para pensar nela com pesar ou compaixão. Ao contrário; quando penso que existem pessoas tão humanas quanto eu que são capazes de violências dessa magnitude, tenho vergonha. Como pode alguém fazer isso? De onde vêm tamanhas frieza e coragem? Como pode?? Vergonha, raiva, indignação. Tudo junto e misturado.
Li em algum lugar que a ideia de que somos seres superiores vem da igreja, que prega que fomos feitos à semelhança de Deus. Não sou religiosa, mas a cada dia que passa, conseguimos provar ainda mais o quanto estamos longe de sermos superiores. Diferente dos outros animais, somos dotados de um cérebro altamente complexo, somos capazes de falar, transformar nossos pensamentos em ações e palavras, mas somos incapazes de colocá-lo pra funcionar antes de fazer o mal. Somos incapazes de nos colocar no lugar do outro, seja ele animal ou pessoa, antes de levantar a mão, de apontar a arma. Ou melhor, às vezes até pensamos, mas fazemos o mal mesmo assim, por prazer. Nenhuma outra raça animal é capaz de matar a troco de nada, como nós fazemos. Nenhuma outra raça subjuga, assassina, tortura, espanca, como nós fazemos. Cadê a superioridade??? Cadê a semelhança com Deus?? Se isso não passa de maldade pura, de uma bestialidade insana, não sei mais o que é.
Pra piorar a situação, a sensação de impotência. A impunidade. Essa quase certeza que milhares de pessoas tão indignadas quanto eu têm de que a enfermeira, o mecânico, o aposentado, e qualquer outro que maltrate um animal, vai sair ileso porque as leis são brandas e até que as autoridades se mexam para mudar isso, centenas de milhares de outros animais perecerão nas mãos de seres tão humanos quanto eu e você. E não só animais; não precisa ser psicólogo pra saber que quem não respeita a vida de um animal de estimação, não respeita a vida em qualquer uma de suas formas, ou seja, quem maltrata um animal pra maltratar outro ser humano é um pulo. Assim nascem os psicopatas, assassinos de pais, mães e filhos, etc.
Aí eu pergunto: até quando? Até quando vamos tolerar esse tipo de comportamento sem punir DE VERDADE? Até quando seremos tão pobres de espírito, tão INFERIORES apesar de todas as vantagens que a evolução da espécie nos trouxe, capazes de tamanhas atrocidades? Até quando vamos ver o vizinho bater no cachorro, na criança e no idoso, ouvi-los chorar e pensar "deixa pra lá, não é problema meu"?
Até quando?
Ninguém é obrigado a gostar de animais, mas também ninguém é obrigado a tê-los. Se não gosta, não tenha; simples até demais. Não sei se essa mulher não gosta, se sofre de algum distúrbio ou sei lá; sei que o que ela fez não tem absolutamente nenhuma justificativa ou perdão. Agredir um ser indefeso, seja ele um animal de estimação, uma criança ou um idoso, está além da minha compreensão e eu estou longe de ser um ser humano evoluído o suficiente para pensar nela com pesar ou compaixão. Ao contrário; quando penso que existem pessoas tão humanas quanto eu que são capazes de violências dessa magnitude, tenho vergonha. Como pode alguém fazer isso? De onde vêm tamanhas frieza e coragem? Como pode?? Vergonha, raiva, indignação. Tudo junto e misturado.
Li em algum lugar que a ideia de que somos seres superiores vem da igreja, que prega que fomos feitos à semelhança de Deus. Não sou religiosa, mas a cada dia que passa, conseguimos provar ainda mais o quanto estamos longe de sermos superiores. Diferente dos outros animais, somos dotados de um cérebro altamente complexo, somos capazes de falar, transformar nossos pensamentos em ações e palavras, mas somos incapazes de colocá-lo pra funcionar antes de fazer o mal. Somos incapazes de nos colocar no lugar do outro, seja ele animal ou pessoa, antes de levantar a mão, de apontar a arma. Ou melhor, às vezes até pensamos, mas fazemos o mal mesmo assim, por prazer. Nenhuma outra raça animal é capaz de matar a troco de nada, como nós fazemos. Nenhuma outra raça subjuga, assassina, tortura, espanca, como nós fazemos. Cadê a superioridade??? Cadê a semelhança com Deus?? Se isso não passa de maldade pura, de uma bestialidade insana, não sei mais o que é.
Pra piorar a situação, a sensação de impotência. A impunidade. Essa quase certeza que milhares de pessoas tão indignadas quanto eu têm de que a enfermeira, o mecânico, o aposentado, e qualquer outro que maltrate um animal, vai sair ileso porque as leis são brandas e até que as autoridades se mexam para mudar isso, centenas de milhares de outros animais perecerão nas mãos de seres tão humanos quanto eu e você. E não só animais; não precisa ser psicólogo pra saber que quem não respeita a vida de um animal de estimação, não respeita a vida em qualquer uma de suas formas, ou seja, quem maltrata um animal pra maltratar outro ser humano é um pulo. Assim nascem os psicopatas, assassinos de pais, mães e filhos, etc.
Aí eu pergunto: até quando? Até quando vamos tolerar esse tipo de comportamento sem punir DE VERDADE? Até quando seremos tão pobres de espírito, tão INFERIORES apesar de todas as vantagens que a evolução da espécie nos trouxe, capazes de tamanhas atrocidades? Até quando vamos ver o vizinho bater no cachorro, na criança e no idoso, ouvi-los chorar e pensar "deixa pra lá, não é problema meu"?
Até quando?
- m -
(Triste)





