quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Encontro

Recentemente tive a oportunidade de conhecer uma pessoa especial. Não no sentido romântico... Um ser humano especial. Uma pessoa nitidamente diferente aos olhos de qualquer um que o veja, seja de perto ou de longe; se tivesse que defini-lo com um único adjetivo, o que me vem em mente agora é 'iluminado'. Seu brilho emana por onde quer que passe, com seu sorriso fácil e aberto, sua simpatia e espontaneidade, surpreendentes. Um ser humano raro.

O encontro foi premeditado por mim. Ele estaria lá de qualquer forma, mas eu confesso que hesitei. No começo não conseguia me ver fazendo isso, era como se fosse algo "anti-natural" para mim. Mas quando a coragem veio, foi como se a voz da minha intuição berrasse a plenos pulmões na minha cabeça: 'vá!'. E, definitivamente, não gosto de contrariar a minha intuição.

Nada me impedia, realmente. Ele já havia deixado claro que eu seria bem vinda. Então, decidi o 'quando', tomei as providências necessárias, e fui. 

Quando o momento chegou, a ansiedade e o nervosismo estavam grandes. Cheguei a me perguntar várias vezes o que estava fazendo ali, e se não seria melhor ir embora. Minha intuição, mais uma vez, falou mais alto... Fiquei. 

Havia outras pessoas ali também para vê-lo; por conta do meu nervosismo, achei melhor ficar por último. Quando ele veio, foi imediata a sensação de identificação, e isso me surpreendeu. Fiquei durante alguns minutos apenas observando e pensando no quanto era incrível que alguém de um mundo tão diferente do meu pudesse provocar uma sensação de familiaridade tão grande. 

Quando finalmente nos falamos, primeiro veio o choque; ele me reconheceu com uma facilidade que eu jamais imaginaria possível. Depois, a conversa fluiu fácil. Esqueci o nervosismo. A sensação de familiaridade cresceu, já que ele falava comigo como se já nos conhecêssemos há tempos; e foi justamente isso que ficou comigo durante horas, dias, depois desse encontro.

É muito raro eu me arrepender de ouvir minha intuição, e dessa vez não foi diferente. Sei bem que esse jeito espontâneo e encantador dele não foi uma exclusividade minha; ao que me parece, é assim que ele é, e é isso que o torna tão especial. Seu talento é tamanho, que nos dias de hoje não surpreenderia se ele fosse arrogante e talvez até meio "anti-social" (como tantos do meio dele, até bem menos talentosos, o são); mas o que vi foi exatamente o oposto disso.

Pessoa, se você passar por aqui e ler esse texto, não se julgue pretensioso; é de você mesmo que estou falando. Sei que você leu a mensagem que te enviei no dia seguinte ao nosso encontro, e que tudo isso que escrevi aqui não deve ser novidade nenhuma pra você, visto que é o que as pessoas te dizem o tempo inteiro (será que você não se cansa de ler e ouvir sempre as mesmas coisas, mesmo sendo tudo verdade? :D) O seu espaço serviu de inspiração para que eu criasse o meu próprio, e a sua espontaneidade, sua simpatia, sua dedicação e suas vitórias são para mim exemplos daquilo que eu procuro desenvolver e atingir em mim mesma. Embora você não saiba, no pouco (pra não dizer quase nada) que sei de você vejo muito de mim, e isso é ao mesmo tempo surpreendente, meio assustador, e.... delicioso! :D Ah sim, e por favor, não se assuste comigo... Não sou portadora da Síndrome de Clérambault, hahahah! Não vou persegui-lo, mas vou sim, continuar prestigiando seu trabalho e admirando a pessoa e o profissional que você é. Ok?


- m -

Um comentário:

  1. Humm...Já sei quem é a pessoa em questão,rsrs.Tomara que tal pessoa venha prestigiar seu blog e a homenagem tb.

    Beijos!

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