Hoje, 23/04, é comemorado o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor. Pelo que andei pesquisando por aí, a data foi definida pela UNESCO, entre outras razões porque, nesse dia, em 1616, faleceram Miguel de Cervantes e William Shakespeare.
Quem me conhece sabe que eu sou absolutamente viciada em livros. Tenho uma estante repleta deles, muitos dos quais ainda não li, mas não me desfaço deles nem por decreto (exceto pelos repetidos, que dôo para a biblioteca de uma escola perto de casa). Não perco uma chance de comprar um livro e me considero "rata de livraria": largue-me em uma e me sentirei em casa, feliz da vida entre as estantes cheias, sem ver nem sentir o tempo passar.
Sempre gostei de ler, desde criança. Minha mãe conta que quando eu tinha uns 3, 4 anos, a 'tia' da escola a chamou pra conversar. Perguntou (não necessariamente com essas palavras) se eu estava sendo 'forçada' a ler em casa, porque estava adiantada em relação à turma; já reconhecia algumas palavras. Minha mãe achou graça... Na verdade o que acontecia era que ela tinha me dado um livro que eu adorava... O Gatinho Tinho. De tanto fazer com que ela e meu pai o lessem pra mim, eu decorei a história e o que acontecia em cada página (ela diz que, quando eles estavam muito cansados, pulavam trechos do texto e eu, como já tinha decorado, os fazia voltar e contar a história direito, hahah!). Depois, quando pegava o livro sozinha, acabava associando. Acho que foi daí que nasceu meu amor pelos livros.
Leio de tudo um pouco e acho que não existem livros totalmente ruins... Talvez existam maus momentos para lermos determinados livros. Já me aconteceu de começar um, parar no meio, depois de um tempo pegar de novo e simplesmente devorar a história. Foi assim com Agatha Christie, que se tornou uma das minhas prediletas... O primeiro livro dela que li, quando tinha mais ou menos 12 anos, foi Assassinato no Campo de Golfe. Li três páginas e engavetei, pensei 'não dá pra ler'. Depois de algumas semanas, comecei de novo... E não consegui largar até terminar! Depois desse, perdi a conta de quantos títulos dela já li, e por mais que conheça seu estilo e seus personagens, não adianta... Tenho a frustração de nunca ter conseguido desvendar um de seus mistérios antes de chegar ao final do livro! Ela é fantástica!
Dos últimos que li, um dos que mais gostei foi A Menina que Roubava Livros, do australiano Markus Zusak. A primeira coisa que me chamou a atenção na história foi a narrativa, nada convencional e feita do ponto de vista de um personagem no mínimo inusitado... a morte. É um livro denso, triste, do tipo 'ame-o ou odeie-o', mas eu achei fenomenal. Depois acabei lendo o outro livro do mesmo autor que veio para o Brasil, Eu Sou o Mensageiro, e achei igualmente espetacular. O rapaz tem futuro, esse Markus!
Agora estou lendo Budapeste, do Chico Buarque e estou gostando bastante. Acabei colocando-o à frente da lista gigante (e que não pára de crescer, maraviiiilha!) de livros que estão à minha espera na estante... Mas tudo bem... Uma, entre as inúmeras vantagens de se ter amigos livros, é que eles não reclamam. ;)
"Nave melhor do que um livro, para viajar longe, não há." (Emily Dickinson)
"Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria." (Jorge Luis Borges)
"Dupla delícia - O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado." (Mário Quintana)
PS.: dica do dia: http://livrosliteratura.blogspot.com/ ;)

Oi Milena,
ResponderExcluirAdorei conhecer seu espaço. Muito do que você pensa eu concordo plenamente. Tive que deixar meu comentário nesse post pois tem tudoa ver comigo: livros!!! Não vivo sem, tanto que escolhi trabalhar no meio deles. Bom né? Parabéns viu? Estarei sempre por aqui agora.
Bjs