
Domingo passado, dia 28 de junho, terminou a temporada da segunda montagem de O Mistério de Irma Vap, com Marcelo Médici e Cássio Scapin. A peça, que foi anteriormente encenada por Marco Nanini e Ney Latorraca, entrou no Guinness por ter ficado em cartaz durante 12 anos com o mesmo elenco. Nas duas montagens, teve a direção da magnífica Marília Pêra.
Infelizmente não vi Nanini e Ney em cena, mas me considero muito feliz por ter visto Marcelo e Cássio várias vezes; Marcelo com os personagens de Nanini e Cássio com os encenados por Ney. Cada apresentação foi única, mas com uma coisa em comum: os dois sempre em atuações sensacionais.
Não tenho o que falar sobre o Marcelo. Ator nota mil, pessoa nota mil. Me encantaram sua Lady Enid, perfeita, e Pav Amri, uma múmia/odalisca indescritível. Nicodemo e Alcazar, seus outros dois personagens, também não ficaram atrás. Cassio me surpreendeu, parecia cada vez mais engraçado: o jeitinho único de andar de Jane, a governanta, que parecia ter rodinhas nos pés, e Lord Edgar, egiptólogo, intrépido e destemido caçador, apaixonado... e hilário quando estava em dúvida ('será que ouso, será que não ouso??'). O intruso, que se deixa abater por uma flor no nariz, e Irma Vap aparecem menos, mas nem por isso são menos brilhantes. Lady Enid e Lord Edgar dançando e cantando juntos em espanhol (ou melhor, dublando), e a mesma Lady Enid tocando com Jane e interagindo diretamente com o público foram apenas alguns dos momentos desta peça que foram os mais engraçados que já vi no teatro.
Eu estava lá na última apresentação, que foi a mais inesquecível de todas. Marcelo e Cássio estavam mais impecáveis e engraçados do que nunca, perfeitos - com direito até a homenagem ao Michael Jackson, Lady Enid fazendo o moonwalk... Um presente para o público, que adorou e respondeu na hora com estrondosos aplausos. No final, eis que surge a diva: Marília Pêra subiu ao palco para receber flores do elenco e merecidos muitos, muitos, mas MUITOS aplausos da platéia, lotada. Foi tudo lindo, mágico. Uma pena mesmo que tenha terminado... O ditado "tudo que é bom dura pouco" foi cruelmente verdadeiro com essa montagem de Irma Vap.
Um espetáculo que me marcou e já deixou saudades.
- m -


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