quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

4 Coisas que Eu Detesto Ler na Internet

Ainda esperando meu projeto chegar - ô, chega logo! - e navegando a esmo na internet, nos tweets alheios, em blogs interessantes e outros nem tanto, a gente vê cada coisa... Coisas bacanas, e coisas não tão bacanas assim. Não gosto de usar palavras como "detestar" ou "odiar" - raramente as incluo no meu vocabulário quando falo sério - pra tirar sarro, o uso é livre. Mas, nessas andanças cibernéticas, vi coisas pras quais não tem outro verbo: é 'detestar' mesmo.

Então segue aí uma breve listinha que teve como inspiração o título do filme "10 Coisas que eu Odeio em Você", haha!

1. Auto-piedade. Esse troço já é chato de qualquer jeito, mas pelamor, usar a internet pra tornar públicos problemas de falta do que fazer, falta de amigos, falta de namorado, e tristezas em geral do tipo "aaaaaai de mim", afe... Fim de feira, hein? Um terapeuta ou um diário (daqueles da capa cor de rosa, cheio de adesivos, fotos e papéis de bala) seriam melhores opções. Principalmente porque, pelo fato de não serem abertos ao público em geral, não passam a impressão de que a pessoa pode ser uma péssima companhia, já que tá sempre sozinha.

2. Tietagem. Isso chega a me irritar, como inclusive até já falei aqui mesmo, em outro post. Não entra na minha cabeça por quê pessoas adultas e bem informadas berram, se descabelam, gritam no meio dos shows/espetáculos, depois quase saem aos tapas com outras pessoas (tão tietes quanto) pra conseguir uma foto, um abraço, um autógrafo, um minuto de atenção do artista que, com certeza quando sair dali já vai ter esquecido de todo mundo, porque tem uma vida própria pra cuidar. Já ouvi dizer que gritar 'lindo, gostoso' no meio de um show faz parte da diversão do momento, mas juro que não vejo nada de divertido nisso. Ir prestigiar um artista de quem se gosta, ok. Falar com ele, tirar foto, tá, ok. Mas gritar, berrar, chorar, descabelar, pular no pescoço, rasgar a roupa, se estapear... Menos, né? Beeeeeeem menos.

3. Manchetes do tipo "As 10 celebridades brasileiras que mais trocaram de namorado". A Veja soltou essa no Twitter, e eu achei o cúmulo do fim de carreira! Primeiro: essa manchete é da Caras ou da Contigo, revistas que não leio nem no salão. Segundo: o que me interessa saber disso? O que vai mudar na minha vida saber que fulana trocou de namorado 15 vezes no ano? Ah, tenha dó! Quando leio esse tipo de manchete só imagino duas donas de casa, vizinhas, uma com um lenço estampado amarrado na cabeça e segurando uma vassoura, a outra usando um avental e com um pano de prato úmido no ombro, apoiadas no muro que separa as duas casas e comentando sobre o assunto, enquanto falam mal dessa ou daquela outra vizinha da rua... Mais fim de feira, impossível.

4. Insistência e inconveniência. Em uma das comunidades das quais faço parte no Orkut, raramente movimentada, vira e mexe aparece um cidadão fazendo propaganda de outra comunidade, pedindo que as pessoas entrem. Até poderia ser legal, mas eu não entro de tanto que o cara enche o saco. Esse tipo de pressão, ao invés de atrair, só afasta as pessoas - pelo menos é o que acontece comigo. E deve ser parecido com os famosos (ou alguns deles) que têm que lidar com certos tipos de pedidos e perguntas do público. Hoje mesmo vi uma resposta do Marcelo Tas no Formspring pra uma pessoa que pedia um beijo pra ele. A pessoa disse "Tas, manda um beijo pra fulana no CQC?" e ele respondeu "Nunca mando pra quem me pede"... Achei sensacional. Outra dele, no mesmo site, pra um cara que pediu que ele o seguisse no Twitter: "Diga algo e os seguidores virão naturalmente. Sem precisar pedir." Me colocando no lugar dos famosos, imagino o tamanho da chatice de ter as pessoas toda hora pedindo "fala comigo?", "me manda um beijo?", "me segue no Twitter?", "me aceita como seu amigo no Orkut?" e coisas assim... Uó. Galera, se toca. As pessoas entram nas comunidades, falam, seguem, mandam beijo, pra quem bem entenderem. Tudo é muito mais legal quando é espontâneo.

Achei que chegaria nos 5 itens, mas não deu... Pelo menos não até agora, se mais um item pipocar na minha cabeça, posto depois. Até meu projeto chegar ainda tenho tempo pra navegar a esmo e encontrar mais coisas toscas por aí...


- m -

2 comentários:

  1. Oi Milena,
    Estou rindo ao ler seu texto pois tenho visto muitas coisas no mínimo bizarras na net. Ah! Uma coisa que me incomoda muito também: blogueiro metido a gostoso que acha que só o que ele escreve é verdade absoluta. Outro dia entrei num blog de uma garota que fala sobre livros. Não é por nada não mas sou profissional da área e entendo de livros. A menina só falava asneira e ainda se achava a "entendida". Nem o português direit ela conseguia escrever. Só rindo mesmo.
    Bjs

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  2. Oi Milena! Olha eu de novo por aqui!
    Querida quero desejar a você um radiante Natal e um 2010 com grandes realizações, muito amor, dim-dim e saúde.
    Bjs

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